terça-feira, 21 de agosto de 2012

A poeira continua solta para todo lado no bairro Bacuri

 


“Até agora as pessoas batem palmas e esquecem as reivindicações. Não podemos ficar calados”


 
“Fizemos várias reivindicações por causa dos problemas de esgoto a céu aberto e poeira. O esgoto foi amenizado, mas a poeira causa um desânimo enorme. A casa e os móveis é preciso limpar toda hora”, Maria Selma, vendedora.

Após chamarem atenção da imprensa e autoridades do município com interdição de trechos de ruas nas proximidades da Rua Dom Pedro I, moradores do Bacuri amenizaram o problema com o esgoto que corre a céu aberto. A movimentação, que ocorreu ano passado, também mostrou a insatisfação com a poeira que toma conta de várias ruas.

Maria Selma tem uma panificadora e garante que “de segundo em segundo, após a passagem de um carro na rua, é preciso limpar o balcão. Nada para limpo, a gente fica doente, com garganta inflamada e sinusite. O esgoto foi parcialmente resolvido, mas a poeira está matando”, declara.

Estratégia

Se depender da vendedora, dos vizinhos e de líderes comunitários de vários bairros de Imperatriz, os representantes do povo que continuarem em seus cargos em 2013 e os que forem eleitos pela primeira vez em 2012 terão trabalho logo no dia da posse. “Estaremos lá com as reivindicações de todos os bairros, feitas pelos próprios cidadãos, tudo documentado”, avisa Maria Selma.

Organizados, líderes de bairros e entidades que representam comunidades do município criaram a Frente Popular de Imperatriz, uma pesquisa sobre os problemas que mais prejudicam a população.

A FPI é formada pelo Fórum da Estrada do Arroz, Movimento de Comunidades Populares (MCP), Associação em Prol da Reciclagem (ASCAMARI) e o Fórum dos Resíduos Sólidos, além de pessoas que, de forma individual, resolveram aderir à estratégia para o levantamento sobre os problemas que mais incomodam os habitantes nas áreas de moradia, saúde, saneamento básico, educação e titulação definitiva de imóveis, entre outros assuntos.

Formato

Um questionário com quatro perguntas é distribuído nos bairros. O entrevistado deverá responder quais os principais problemas da área onde mora, porque existem e quem são os responsáveis, o que fez e o que pode ser feito para tentar resolver esses entraves. O documento então é devolvido aos organizadores da Frente, preenchido com o nome, endereço e idade do entrevistado, além da data da entrevista. “A gente vai montar um relatório com as principais reivindicações de cada bairro e faremos uma assembleia popular em cada bairro. Convocaremos todos os candidatos a prefeito para fazer uma reunião e apresentar a pauta de reivindicações e no dia 1º de janeiro, na posse, estaremos juntos para levar as reivindicações e cobrar a aplicação dos compromissos firmados”, explica Maria Selma.

Segundo a autora da bronca de hoje, há sete anos ela mora no mesmo endereço e nunca viu uma benfeitoria do Município no local. “Até agora as pessoas batem palmas e esquecem as reivindicações. Não podemos ficar calados”, complementa.

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