quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Concessão de microcrédito tem crescido no Maranhão

 

SÃO LUÍS - O Maranhão se destacou no país como o segundo estado que mais utilizou recursos do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), no segundo trimestre deste ano, totalizando R$ 173 milhões. Foi superado apenas pelo Ceará, que contratou R$ 342 milhões no período.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o recurso contratado em microcrédito pelo Maranhão representou 11,82% do total registrado no país, que chegou ao valor global de R$ 1,4 bilhão, no segundo trimestre deste ano. Foram realizadas 79.166 operações de microcrédito, que atenderam 102.254 pessoas em todo o estado.

Segundo o MTE, em todo o Brasil. os trabalhadores informais foram os maiores beneficiados pelo programa, com 845.300 empréstimos, representando 93,06% do total. As mulheres representam 64,65% do público do programa. Os comerciantes, com 87,20% do valor total, formam a maior clientela. Em 89,25% dos casos, os recursos foram destinados para capital de giro.

Do total de R$ 1,4 bilhão, o maior volume de recursos está concentrado nos Bancos de Desenvolvimento (instituições financeiras habilitadas para operar o Programa), com 1,3 bilhão, representando 64,70% do valor global, no período.

Segundo a coordenadora-geral de Emprego e Renda, Lucilene Estevam Santana, o microempreendedor vem recebendo maior apoio do governo nos últimos anos. Ela explicou que a maior quantidade de operações se concentra na região Nordeste porque as instituições encontram facilidade na disponibilização dos recursos através das garantias, como o Aval Solidário, que é simplesmente a reunião de um grupo de pessoas com pequenos negócios e necessidade de crédito e que, ao mesmo tempo, sejam amigas, vizinhas e confiem umas nas outras, para satisfazer, solidariamente, a obrigação de um devedor, caso ele não o faça.

Desde 2005, ano de criação do Programa, mais de 11,3 milhões de operações de microcrédito foram realizadas, representando a concessão de um volume de crédito acima de R$ 15,7 bilhões.

Está previsto, até o fim deste ano, lançamento de novo edital do Programa de Microcrédito para custeio das operações de crédito. “Com este edital, as instituições ganhadoras terão o recurso como um incentivo para trabalharem com o microcrédito e conseqüentemente realizar a política pública atendendo o trabalhador marginalizado, afirma a coordenadora.
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O objetivo do PNMPO é gerar trabalho e renda, permitindo que pessoas que não são atendidas pelo sistema financeiro tradicional tenham acesso a crédito. O público alvo abrange empreendedores populares, formais e informais, de atividades produtivas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 120 mil.

Outro grande diferencial do PNMPO é que o banco vai até o cliente, por meio do agente de crédito. Após realizar seu cadastro de solicitação de crédito em uma Instituição de Microcrédito Produtivo Orientado (IMPO), o microempreendedor passa a ser acompanhado pelo agente de crédito.

O teto de empréstimo é de R$ 15 mil reais por empreendedor. O valor e as condições do crédito são definidos pelo agente após a avaliação da atividade e da capacidade de endividamento da pessoa. O empréstimo é feito em parcelas fixas e consecutivas, com prazos e valores preestabelecidos entre a instituição de crédito e o beneficiário.

Os recursos do PNMPO, que é coordenador pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e 2% de compulsórios dos bancos.

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