quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Em encontro com primeiro-ministro espanhol, Dilma reforça importância do crescimento para solução da crise




Dilma se reuniu com o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy no Palácio Moncloa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff debateu, nesta segunda-feira (19), com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, as relações bilaterais entre os dois países, que para a presidenta, vive um momento promissor. Para ela, as duas nações são sócias estratégicas. Em coletiva de imprensa ao final do encontro, Dilma reafirmou a intenção do governo brasileiro de colaborar com a solução da crise econômica internacional.
“O Brasil pode e deve contribuir para que haja mais crescimento econômico e solução para crise na Europa, que necessariamente passa pelo crescimento.(…) Eu considero que a combinação de austeridade e crescimento é a melhor maneira de superar os desafios colocados por uma crise. O baixo investimento aumenta o déficit. Políticas de distribuição de renda são compatíveis e até interdependentes”, defendeu.
Foram debatidos no encontro investimentos em infraestrutura no Brasil e a ampliação das parcerias em áreas estratégicas, como o avanço da integração na América do Sul e a importância da relação entre o Mercosul e a União Europeia para um aumento no comércio entre as duas regiões. A presidenta ainda citou o fato de a Espanha ser o 4º principal destino do programa Ciência Sem Fronteiras.
“Decidimos também aproveitar melhor o potencial de cooperação em ciência, tecnologia e inovação em domínios que abrangem a gestão de recursos hídricos, a cooperação industrial para a defesa, a indústria naval, a construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, a nanotecnologia e a área de petróleo e gás”, detalhou.
Mariano Rajoy afirmou que o Brasil é “uma potência do presente” e que está no centro das atenções do mundo, com a realização de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Assim como Dilma, Rajoy disse que os dois países têm uma relação estratégica e que as empresas espanholas estão  muito interessadas em trabalhar no país em obras de infraestrutura.

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