quarta-feira, 21 de novembro de 2012

‘Pagamos pra ficar com esgoto na porta’, reclama morador



"A gente paga o uso da rede de esgoto, pagamos para ficar com esgoto na porta”, desabafa Nilson.

“Esgoto sai forte, o mau cheiro adoece as pessoas, quando colocamos o carro na garagem temos que lavar a casa. Passa carro em alta velocidade e banha a gente. Quando liga, a Caema diz que ‘está indo’ e nunca chega”. Nilson Ferreira Rocha, motorista.

Morando há quatro anos na Rua Paraíba, entre Monte Castelo e Tamandaré, o motorista Nilson Ferreira Rocha enfrenta diariamente os transtornos provocados pelo esgoto que corre a céu aberto na porta de casa. É praticamente um quarteirão inteiro tomado pela água suja que sai de uma boca de lobo, situada no meio da quadra, e se espalha em frente às residências.

“Serviço mau feito, pois quando a Caema vem resolver o problema, poucos meses depois volta a acontecer tudo outra vez. A gente paga o uso da rede de esgoto, pagamos para ficar com esgoto na porta”, desabafa Nilson.

A dona de casa, Léia Vila Nova da Rocha, afirma que precisou ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) depois de passar mal, por ter ficado aproximadamente 1 hora sentada à porta de casa. “Comecei sentir irritação na garganta, um mal estar, fui parar na UPA sentindo falta de ar. Achei que iria morrer. Tudo provocado pelo mau cheiro”, declara.

Dona Léia diz que, “quando a Caema vem resolver e vai embora, três meses depois acontece tudo outra vez. Tem de ser feito um serviço bem feito, não algo só provisório”, acrescenta, informando que outros membros da família também sentem mal estar por conta do esgoto. “É uma situação triste, a vida é sofrer com mau cheiro”.

Outra moradora do mesmo quarteirão, Gláucia de Oliveira, afirma que o problema, além de oferecer riscos à saúde por conta do mau cheiro, causa prejuízos financeiros. “Tenho um lanche na rua e não posso abrir”. Gláucia mora há 36 anos no mesmo local e considera a situação “um descaso grande com a gente que paga impostos. Não são eles (autoridades) que passam esse sufoco”.

A venda de Guaraná da Amazônia do morador Paulo Sérgio também não abre há dias. “Ninguém vai comprar guaraná com o mau cheiro passando na frente da venda, a pessoa pisando no esgoto...”. Paulo revela que ele e alguns vizinhos ligam diariamente para a Caema e para a Secretaria de Infraestrutura de Imperatriz. “Um diz que a responsabilidade é do outro”, finaliza.

Em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz, nossa reportagem recebeu a informação de que a responsabilidade pela manutenção da rede de esgotos da cidade é da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão – Caema. Tentamos, por telefone, contato com o responsável pelo setor de esgotos da Caema, mas as ligações foram direcionadas à caixa de mensagens do celular.

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