terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dilma afirma que crise econômica internacional é 'crônica'

 

Dilma participou da entrega da casa um milhão do 'Minha Casa Minha Vida'.
Objetivo do programa é contratar 3,4 milhões de casas em 5 anos.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (4) que a atual crise internacional econômica é “crônica”, oposto da crise de 2009, que era “aguda”. Dilma discursou durante cerimônia de entrega da milionésima casa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, em Brasília.
Na semana passada, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a economia brasileira cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, abaixo do esperado pelo governo.
 
A presidente falou sobre crise quando disse que um país não pode abrir mão de ter uma política de moradia ao mencionar o momento em que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a desenhar o Minha Casa, Minha Vida, em 2009.
“Quando nós começamos a pensar em como realizar o Minha Casa, Minha Vida, em 2009, diante daquele gravidade que era a crise, que a crise de 2009 era aguda, não é como essa que é crônica, nós queríamos um programa que reativasse a economia, que gerasse emprego e que desse um passo decisivo na questão da inclusão social no Brasil”, afirmou durante discurso.
Dilma participou nesta manhã da cerimônia de entrega da casa número um milhão do programa de financiamento habitacional, Minha Casa, Minha Vida. A presidente anunciou ainda que, até o fim de novembro, o governo já assinou dois milhões de contratos em todo país.
O objetivo do programa, afirmou a presidente, é contratar mais 1,4 milhão de moradias até 2014, totalizando 3,4 milhões de contratos em 5 anos. O tempo médio entre a assinatura do contrato e a conclusão da obra é de 18 a 24 meses, segundo o Ministério das Cidades. Assim, o governo trabalha com o prazo de entrega das 3,4 milhões de unidades até o fim de 2016.
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou que o total já financiado pelo programa desde que foi lançado, em 2009, foi de R$ 155 bilhões. Segundo dados da pasta, o Minha Casa, Minha Vida beneficia 3,3 milhões de pessoas com casas e apartamentos, sendo 54% delas, de famílias com renda mensal bruta de até R$ 1,6 mil.
Ribeiro afirmou que a presidente Dilma, “que já foi chamada de ‘mãe do PAC’ [Programa de Aceleração do Crescimento], pode também ser chamada de 'mãe do Minha Casa, Minha Vida’".
“São um milhão de mudanças, um milhão de destinos alterados para melhor. Estamos assistindo a um milhão de novos futuros, de profundas e duradoras transformações duradouras para a sociedade”, afirmou o ministro durante discurso.
O Minha Casa, Minha Vida é uma parceria da União com estados, prefeituras, empresas e movimentos sociais com foco nas famílias com renda bruta de até R$ 1.600,00, mas abrangendo também aquelas cuja renda vai até R$ 5 mil.
A depender da faixa familiar de renda, os beneficiários recebem ajuda do governo para financiar a casa própria a longo prazo em parcelas que tem o valor diminuído com o passar do tempo. Podem ainda ter redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor da Habitação, que refinancia a dívida em caso de desemprego.
A cerimônia foi transmitida em tempo real durante eventos simultâneos nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Leopoldo (RS), Macaíbas (RN) e Bom Conselho (PE), onde foram entregues unidades do programa. O ato de entrega das chaves nesses locais foi exibido ao vivo no Palácio do Planalto.
A presidente afirmou que o Banco Nacional da Habitação (BNH), extinto na década de 80, construiu 300 mil casas, número que representou - até a criação do Minha Casa, Minha Vida - o “máximo que o Brasil teve em experiência de fazer programa de moradia”.
“Quando achegamos a 1 milhão [de casas construídas], nós mostramos que nós aprendemos como fazer”, disse.
Dilma disse ainda que fiscaliza a qualidade das obras entregues, hábito que aprendeu com o ex-presidente Lula. “Eu vou dizer para vocês, o Lula fiscalizava a obra, olhava se estava o rodapé bem acabadinho, se a distancia da janela estava adequada, se a porta era boa, enfim, se as coisas estavam nos conformes”, contou a presidente.
“Não estamos fazendo esse programa pra entregar obra de baixa qualidade”, afirmou.

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