quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Flávio Dino defende união das oposições em 2014

 

Realidade maranhense, oposição no estado, evolução do turismo no Brasil e contexto político alcançado em 2012 pela oposição foram temas de destaque em entrevista de Flávio Dino (PCdoB), presidente da Embratur, ao jornalista Américo Azevedo Neto, na TV Guará, canal 23.
Presidente estadual do PCdoB e uma das principais lideranças de oposição no Maranhão, Flávio Dino analisou temas importantes da política maranhense e definiu o ideal de mudança que tem norteado a oposição no estado: “Temos que olhar para o passado criticamente. Mas, sobretudo, olhar para o futuro com esperança. Novo no conteúdo, invertendo as prioridades”.
Campanha para 2014 - Flávio Dino afirmou que ainda não está em campanha para as eleições de 2014, apesar de ter apoiado diversas candidaturas em todo o Maranhão nas eleições de 2012. O presidente da Embratur enfatizou a importância da união das oposições no Maranhão em nome de uma nova maneira de governar.
“Nós não podemos assistir a essa realidade omissos. É essa a ideia da aliança: a busca por perspectivas diferentes, de melhoria para o Maranhão. Procuramos uma aliança que expresse esses anseios espalhados pelas diferentes regiões do Maranhão – e todas elas clamam por mudança da realidade em que vivem”, destacou.
Conhecer os problemas por que passam os maranhenses e saber as potencialidades de cada região do estado é uma das saídas apontadas por Flávio Dino para reverter o quadro de atraso social e econômico que se instalou no estado.
“Acreditar no nosso povo, investir na produção do nosso estado. Fazer com que os 12 bilhões do nosso estado seja aplicado devidamente. Acabar com o patrimonialismo, fazendo com que o público não se confunda mais com o privado. Essa é a nova perspectiva”, afirmou.
Sobre os possíveis adversários nas eleições de 2014, Flávio Dino preferiu discutir as condições de seu grupo político de oposição. Questionado sobre quem seria o melhor nome para a disputa, Flávio respondeu: “Este é um assunto interno ao grupo Sarney. Respeitaremos quem quer que seja o adversário, mas neste momento me preocupo mais com a união do campo da oposição.”
Planos para o Maranhão - Analisando diversos números que demonstram o descaso do governo do estado com a população maranhense, Flávio Dino lamentou que o quadro social do estado permaneça inalterado desde as eleições de 2010, quando concorreu ao governo do estado e apresentou um Plano de Governo baseado na melhoria dos índices estaduais.
Ao destacar os últimos números divulgados a respeito do desenvolvimento da educação básica, do Ensino Médio, do saneamento básico e do desenvolvimento social, Flávio Dino afirmou que não se tratam de apenas números, mas de uma realidade que precisa ser revertida.
“Esses números não são números frios. Eles nos indignam porque retratam uma realidade que precisa ser mudada e muito me entristece que essa realidade permaneça a mesma. Gostaria que houvesse uma melhora do nosso quadro social,” refletiu.
Trabalho na Embratur - Flávio Dino deu destaque ainda ao trabalho realizado em mais de um ano à frente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e às parcerias feitas com o governo do estado e a prefeitura de São Luís para divulgar o estado em feiras internacionais. Entre as principais formas de divulgação, esteve a participação do Maranhão em uma das maiores feiras mundiais do turismo, Top Resa, em Paris.
“O bom político sabe distinguir a luta política do exercício administrativo. Não podemos favorecer ou deixar de atender nossos companheiros ou adversários políticos. É importante frisar que fizemos um bom trabalho ao lado dos ministros do Turismo Gastão Vieira e Pedro Novaes, que, apesar de estarem em lados diferentes da política, bons trabalhos com a Embratur”, destacou.
A falta de projetos apresentados pelo governo do estado e pela prefeitura de São Luís foram elencadas como entraves para que a Embratur possa ajudar ainda mais o Maranhão. “Foi aberto um edital para voos charter (fretados), que são importantes para o desenvolvimento do turismo internacional, mas o Maranhão não participou. Vários outros estados do Nordeste foram beneficiados”, lembrou Flávio Dino. (Da Redação Vermelho / Maranhão)

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