sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Condenado no mensalão, José Borba tem direitos políticos suspensos no PR





O ex-prefeito de Jandaia do Sul (PR), José Borba (PP) teve seus direitos políticos suspensos até outubro de 2020 pela Justiça Eleitoral do Paraná.
Em decisão publicada na terça-feira (15), o juiz eleitoral João Gustavo Rodrigues Stolsis condenou Borba por abuso do poder e prática de condutas vedadas ao período eleitoral enquanto estava à frente da prefeitura, para beneficiar a candidatura do seu então vice, Dejair Valério (PTC), conhecido como Carneiro da Metafa.
Em agosto, já no período de campanha, Borba sancionou duas leis que beneficiaram os servidores municipais. As novas leis aumentaram o salário e reestruturaram parte das carreiras do funcionalismo público na cidade. Além de ter seus direitos políticos suspensos, Borba foi multado em R$ 20 mil.
Valério e seu vice, Leandro de Souza Silva, foram eleitos prefeitos em 2012, e seus mandatos foram cassados pela Justiça Eleitoral na mesma decisão que condenou Borba. O juiz também pede investigação dos três por improbidade administrativa e determina a posse dos segundos colocados na disputa.

Como a decisão é de primeira instância, Valério deve permanecer no cargo até que todos os recursos sejam julgados.
Procurada pela Folha, a prefeitura de Jandaia do Sul disse que não comentará o caso. José Borba não foi localizado até o início da tarde desta quarta.
Mensalão – Condenado por corrupção passiva no mensalão, José Borba foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dois anos e seis meses de prisão, mas teve sua pena convertida pela corte no pagamento de multa no valor de 300 salários mínimos, cerca de R$ 180 mil.
O valor será somado a primeira multa imputada a Borba pelo STF, no valor de R$ 390 mil. Além das multas, ele também teve os direitos de exercício de cargo ou função pública suspensos pela corte.
Pela denúncia do Ministério Público, Borba, que era líder do PMDB na época do esquema, recebeu R$ 2,1 milhões do valerioduto.
Borba também foi acusado de lavagem de dinheiro, mas foi absolvido pela maioria dos ministros.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA (Folha Online)

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