segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Produtores buscam alternativas para compensar queda no preço do suíno

 

Animais são vendidos abaixo do peso pela falta de recursos para a ração.
Em Santa Catarina o preço do suíno caiu R$ 0,40.

 
Passadas as festas de fim de ano, o preço do suíno voltou a cair. Em Santa Catarina, os produtores independentes buscam alternativas para compensar a nova queda.
Nelson Kunzler Junior é dono de uma granja de ciclo completo em Concórdia, oeste de Santa Catarina. Ele é produtor independente e arca sozinho com os custos de produção.
O criador diz que o começo de 2013 ainda não trouxe alívio para a atividade. “O milho e a soja ficaram muito caros, e o produtor não agüenta a atividade, não tem como comprar milho e soja nos patamares que foram”.
O milho, por exemplo, caiu um pouco de preço no início do ano, mas ainda custa 34 reais a saca para as granjas de Santa Catarina, 17% a mais do que em janeiro de 2012.
Sem recurso para comprar a ração, teve produtor da região que foi obrigado a vender os animais bem abaixo do peso normal, que é de 95 quilos em média.
“Quem tem grão não vende se não for em dinheiro, e o produtor teve que comercializar os animais com pesos muito aquém do normal , animais com 40, 50 quilos indo para o abate, exatamente pela falta de alimentação, pela falta de recursos do produtor de bancar”, comenta Wolmir de Souza, presidente do Instituto Nacional da Carne Suína.
Uma saída para os criadores catarinenses tem sido vender os animais para o Norte e Nordeste do país. Oraldi Martelli se associou a outros 15 produtores independentes e juntos têm enviado em média 1.200 suínos por semana para essas regiões.
“As maiores agroindústrias estão aqui. Para o independente sobreviver aqui tem que partir para a integração que é o sistema deles ou ir buscar este tipo de mercado no Norte ou Nordeste”, declara o criador.
Para os produtores integrados, que recebem a ração da indústria, o valor recebido pelo suíno não foi alterado e a expectativa da agroindústria é de que o preço seja mantido.
“Se correr tudo normal na safra, nós teremos insumos suficiente e até uma coisa a mais. Com isso, há tendência de queda, e com a tendência de queda, menos estoques de suínos no campo. A princípio nós não temos estoques nos frigoríficos, então os preços devem se firmar”, declara Marcos Zordan, diretor da Cooperativa Aurora.
A Associação Brasileira que representa a indústria de carne suína, a Abipecs, divulgou na sexta-feira o balanço das vendas em 2012. As exportações cresceram 12,6% em volume e 4,2% em faturamento.

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