segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Veja quantos dias de trabalho são necessários para comprar um bem


Trabalhar cerca de um mês para comprar um tablet ou para fazer um cruzeiro de três dias. Ou aproximadamente 20 anos de suor dedicados à aquisição de um imóvel.
Esses são alguns resultados obtidos a partir de uma calculadora interativa desenvolvida pelo professor da FGV Samy Dana a pedido da Folha, tomando como base o salário médio do brasileiro estimado pelo IBGE após desconto do INSS, de R$ 1.224.
Mais do que o preço de um bem, saber quanto tempo de trabalho ele custa ajuda o consumidor a decidir se aquele desejo realmente vale a pena e que planejamento ele terá de fazer para realizá-lo.
Para visualizar o infográfico que acompanha essa reportagem, é preciso baixar o Flash Player.
Afinal, há gastos fixos e imprescindíveis, como alimentação, educação, saúde e tributos, que já comprometem boa parte do salário e que não entraram na conta.
"É o que a gente chama de custo de oportunidade", afirma o educador financeiro Mauro Calil, para quem, dependendo do salário, um almoço de R$ 30 pode custar ao consumidor metade de um dia de trabalho. "Significa que você ganha pouco ou que o almoço está caro?"
E, se o consumidor estiver prestes a fazer uma compra por impulso, saber quantos dias de trabalho dedicados exclusivamente a ela serão necessários pode levar o indivíduo a pensar duas vezes antes de gastar.
Dana, da FGV, diz que é importante ter em mente a ideia de renúncia ligada ao desejo do gasto. "As pessoas dão pesos diferentes às coisas. Posso ter prazer em ir a um restaurante. Depende do quanto eu gosto de restaurantes."
"Vale a pena pensar que tudo é uma renúncia. Quando você está comprando um iPad, está renunciando à compra de outro produto."
Para ele, é importante escolher e gastar naquilo que maximiza a felicidade.
Uma prática que pode elevar o número de dias trabalhados para a aquisição de um bem é fazer financiamentos -afinal, os juros aumentam o preço do produto.
POUPE PRIMEIRO
Se, mesmo depois de saber quantos dias de trabalho o sonho custará, o consumidor quiser realizá-lo, é preciso lembrar de poupar primeiro.
Para isso, o ideal é fazer um orçamento, colocando na ponta do lápis as receitas e os gastos e verificando onde é possível cortar despesas.
O educador financeiro Reinaldo Domingos afirma que não se deve contar apenas uma possível sobra do orçamento para planejar a realização dos sonhos, pois é comum que, sem esforço, não sobre nada no fim do mês.
Por isso, a família deve se reunir e traçar seus objetivos de curto prazo (um ano), médio prazo (até dez anos) e longo prazo (mais de dez anos).
O especialista afirma que, para quem está endividado, quitar os débitos deve fazer parte da lista de sonhos.
É importante também retirar o dinheiro para o sonho assim que o salário chegar.

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