terça-feira, 26 de março de 2013

'Sou apenas candidato à presidência do PSDB', diz Aécio em São Paulo

 

Alckmin lançou o senador como candidato a presidente nacional do partido.
'Não é hora ainda de antecipar eleição. Quem fez isso foi o governo', disse.


Senador participou de encontro com lideranças tucanas em São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)Senador participou de encontro com lideranças tucanas em São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta segunda-feira (25), em São Paulo, que atualmente é candidato a presidente do PSDB e que "ainda não" é candidato à Presidência da República.
Por duas vezes, o senador foi perguntado diretamente pelo G1 se era o candidato do partido à Presidência da República. Na primeira vez, respondeu: "Ainda, não. (Agora) sou apenas o candidato à presidência do PSDB", disse Aécio. Na segunda vez em que foi perguntado, respondeu: "só em 2014", disse o senador.
Aécio foi recebido com festa nesta segunda-feira (25) no diretório estadual do partido em São Paulo, ao lado do governador Geraldo Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O ex-governador José Serra não participou do evento.
No encontro, ele foi lançado por Alckmin como candidato à presidência do partido na eleição para comando do PSDB nacional. Após um discurso com tom de presidenciável e com críticas ao governo, ele disse que ainda não é candidato à Presidência da República.
Diante da recepção calorosa, Aécio afirmou que "mais unidade do que isso" não conseguiria. Ele disse que acredita que o ex-governador José Serra vai aderir ao projeto.

"Eu tenho respeito enorme pelo companheiro José Serra e tenho absoluta convicção que sua vida pública de respeitabilidade e a coerência de suas posições vão trazê-lo a esse leito. Não estamos tratando de apoio a A ou B, mas de um projeto viável que vai permitir ao Brasil encerrar esse ciclo", afirmou.
"Acredito que nós poderemos, ao final, contrapor dois projetos antagônicos. Nós queremos eficiência com ética. O PT, não."
O senador mineiro também elogiou prováveis candidatos em 2014. "Todas as candidaturas que tragam algum conteúdo - e acredito que a de Eduardo Campos, que é meu amigo há quase 30 anos, traz, como a de Marina também traz, são muito bem-vindas", afirmou.

"Acho que é bom para a população brasileira poder ter alternativas. O nosso campo, neste momento, é mais confortável, porque nós somos oposição à forma de o PT pensar o Brasil, aos valores que o PT deixou de cultuar e à ineficiência que, para mim, é a principal marca desse governo."
Aécio criticou a reforma ministerial feita pela presidente Dilma Rousseff. "A reforma ministerial é um acinte. Foi única e exclusivamente para garantir alguns segundos a mais na campanha da presidente."
Antecipação do processo
Mais cedo, ao chegar ao diretório, ele afirmou que o PSDB vive momento de aprofundar o debate sobre o país. "Não é hora ainda de antecipar o processo eleitoral. Quem fez isso foi o governo", disse Aécio.

"O PSDB, como partido de oposição, vai aprofundar o debate sobre cada uma das questões que consideramos centrais ao encerramento deste ciclo e o início de outro", afirmou.
"Estamos aquecendo os motores, nos preparando para mostrar que o Brasil pode ter um governo muito melhor do que está aí", afirmou.

Apoio de Alckmin
O governador Geraldo Alckmin reafirmou o apoio à Aécio. “O que sinto no PSDB, no encontro partidário hoje é que você [Aécio], assuma presidência do PSDB. Percorra o Brasil. Ouça o povo brasileiro. Fale ao povo brasileiro. Una o partido”, disse.

Aécio respondeu: "A partir da convocação do governador Geraldo Alckmin conduzir o
partido a partir de maio, minha primeira palavra é de reconhecimento à extraordinária presidência do companheiro Sérgio Guerra."

FHC
O ex-presidente Fernando Henrique fez um discurso crítico ao governo do PT e em busca da unidade do PSDB sob o comando de Aécio.

"O Aécio Neves vai nos levar à condução do partido de tal maneira que esse partido se sinta um só. E nós não podemos perder ninguém. Nós estamos aqui para reaparelhar o PSDB para que ele seja o mais apto do mundo para ouvir o povo. Nós estamos aqui para mostrar que o partido está integralmente unido e vai para luta unido."
O ex-presidente defendeu que o ex-governador Geraldo Alckmin permaneça à frente do governo paulista. "Neste momento São Paulo está comandado por Geraldo Alckmin que vai continuar comandando por muito tempo para o bem de São Paulo e do Brasil."
FHC questionou o governo Dilma. "Quem dá dinheiro para banqueiro são eles. É só olhar o que está acontecendo hoje. o Tesouro passa dinheiro para o BNDES que passa dinheiro para salvar empresas que estão falidas. A redistribuição de renda para cima. Fazem um pouco para baixo, é verdade, mas fazem mais para cima."
Ele conclamou as lideranças tucanas a endurecerem o discurso. "Nós acreditamos que está na hora de vozes fortes falarem com franqueza. Inclusive quando for o caso de dizer: esse é ladrão, tem de ir para a cadeia. Quando for o caso. Não é fazer bravata o tempo todo, fingir que é muito ético e depois meter a mão na massa", afirmou.

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