sexta-feira, 26 de abril de 2013

Denúncia foi feita por estudante ao VC no G1.

Alunas da UFMA reclamam de problemas estruturais em residência


Moradoras dizem que Lar Universitário “está para cair”.

Rachaduras, infiltrações, ratos e até falta de comida. É essa a realidade do Lar Universitário Rosa Amália Gomes Bogéa, relatada pelas 23 alunas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que moram na casa. O espaço, que abriga estudantes do sexo feminino vindas de outras cidades para estudar no campus de São Luís, enfrenta sérios problemas. A denúncia foi feita por uma das moradoras, Anacleta Santos, através do VC no G1.
Alunas recorreram a baldes para tentar evitar a entrada da água (Foto: Reprodução da internet)
Alunas recorreram a baldes para tentar evitar a entrada
da água (Foto: Reprodução da internet)
Ela, que veio do município de Morros (localizado a 98km de São Luís) para estudar na capital, conta que a casa “está para cair” sobre as universitárias. Na última segunda-feira (22), uma forte chuva atravessou o teto e alagou um dos quartos. Baldes foram usados, mas não conseguiram impedir que a água invadisse o local.
De acordo com a estudante de Artes, chão e paredes estão dando choques, e uma interrupção no fornecimento de gás por sete dias, há cerca de dois meses, obrigou-a a ficar se alimentando apenas de suco e biscoito no período.
Maria Terezane da Silva, vinda do município de Pirapemas (localizado a 186km da capital) para estudar Filosofia, classifica a situação como “calamidade”. Faltam equipamentos, como máquina de lavar, computadores e geladeira. Em razão da falta desta, as estudantes ficam com o cardápio limitado. “Temos freezer, mas ele só serve para as carnes. Se colocamos uma fruta ou algo de beber, vira pedra. Tem que haver consumo imediato de tudo”, diz Maria Terezane.
Rachaduras no banheiro provocam infiltrações (Foto: Reprodução da internet)Rachaduras no banheiro provocam infiltrações (Foto: Reprodução da internet)
A própria quantidade de alimentos enviada à casa pela universidade é insuficiente, reclamam as moradoras. Muitas vezes, elas relatam que precisam comprar comida por conta própria para que todas possam comer em porção razoável.
Ratos e baratas são constantes no imóvel, ainda segundo a denúncia das estudantes. Os animais viriam de um porão trancado, ao qual elas não têm acesso.
Deuzilena Santos, aluna do curso de enfermagem, afirma que o NAE (Núcleo de Assuntos Estudantis) da UFMA fez uma vistoria no local no mês passado. Teria sido prometida a procura por uma casa nova para o Lar Universitário. “Eles falam que não podem mudar muita coisa na estrutura porque o imóvel é alugado e que estão atrás de um local novo. Mas essa conversa já tem pelo menos seis anos”, reclama.
Frente à falta de soluções pela universidade, ela revela que as jovens já planejam outra saída: “Vamos chamar a Defesa Civil para vir aqui condenar o lugar”.
Nota da redação: Em nota divulgada pela Assessoria de Comunicação, a UFMA diz que as informações divulgadas na internet por estudantes a respeito da precariedade do imóvel são "parcialmente verídicas".
A insituição alega que, pelo fato do espaço do Lar Universitário ser alugado, qualquer manutenção deve ser previamente planejada com o/a proprietária. Tendo em vista ainda que a casa é parte do patrimônio histórico da cidade (fica no centro de São Luís), seria igualmente necessária autorização de órgãos públicos estaduais e federais para reformas.
Apesar disso, entretanto, a universidade afirma que tem se preocupado em fazer manutenções mensais a respeito dos principais problemas estruturais da residência para “manter as estudantes em condições de conforto”.
De acordo com o comunicado, está em andamento a procura por outro imóvel para aluguel, mas até agora só foram achadas casas depredadas ou sem condições de habitação imediatas.
A assessoria da UFMA ressaltou ainda que a instituição tem pensado em soluções alternativas, mas que o governo federal não tem estimulado estas outras opções.
Po fim, a nota diz que que a universidade "assume suas responsabilidades, está tentando encontrar uma solução viável para o problema e pede desculpas pelos transtornos causados aos estudantes".

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