sexta-feira, 26 de abril de 2013

Nesta 2ª passagem pela seleção, Felipão não estipula prazo para deixar cargo

 
 
Felipão passa instruções ao lateral André Santos no amistoso entre Brasil e Chile; é o quinto jogo do treinador gaúcho em sua volta à seleção
Há uma grande diferença entre as passagens de Luiz Felipe Scolari pela seleção --a primeira no início da década, e a atual. Felipão, agora, não põe um prazo para sair.
No dia 12 de maio de 2002, a Folha publicou uma entrevista do treinador com a seguinte pergunta: "Até quando vai o seu contrato?". E a resposta, seca, foi: "Até o último dia da Copa do Mundo".
Faltando 14 meses para a estreia do Brasil no Mundial de 2014, Felipão ouviu a mesma pergunta. E respondeu vagamente. "Não sei."
Confrontado com sua resposta de 11 anos atrás, explicou: "Não sei. Vou fazer a Copa com o presidente [José Maria Marin], com o Marco Polo [Del Nero, vice], com o Parreira [coordenador], com o pessoal todo. Não vou fazer nada além disso. Vou fazer a Copa do Mundo de 2014."
A eleição para presidente da CBF, em abril do ano que vem, também vai ser decisiva para essa definição.
O que parece certo é sua disposição em não trabalhar fora do país, como fez quando treinou Portugal entre 2003 e 2008, por exemplo.
"Eu gosto do Brasil e discuto por isso em qualquer lugar", disse o treinador à Folha. "Uma das coisas que mais detesto é essa conversa de que lá fora é tudo melhor."
Mais: "Aqui é tão bom que todo mundo que vem fica. Eu fui, vivi, gostei, mas sempre quis voltar, ficar".

Editoria de Arte/Folhapress
RELAÇÃO COM A TORCIDA
A seleção foi vaiada em sua primeira partida no Brasil sob o comando de Felipão.
Anteontem, no empate em 2 a 2 contra o Chile no Mineirão, a torcida criticou o time, pegou pesado com Neymar e cantou "olé" quando os adversários trocavam passes.
O técnico ficou do lado da torcida. "No dia em que jogarmos bem, aplaudirão."
Os próximos jogos da seleção serão todos no Brasil --podem ser até sete, se o time passar da fase de grupos na Copa das Confederações.
Já convocada para o torneio, a seleção pega a Inglaterra no Maracanã e a França na Arena Grêmio, no início de junho. Depois, encara Japão, México e Itália na primeira fase do torneio.

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