terça-feira, 15 de outubro de 2013

Retrocesso marca governo Dilma, diz Marina antes de encontrar Campos


Ex-senadora participa de seminário em universidade no Recife.
Na noite desta segunda (14), ela tem reunião com Eduardo Campos.

Marina Silva em coletiva no Recife (Foto: Luna Markman / G1)
'O modelo de governabilidade chegou ao limite', afirmou
Marina Silva (Foto: Luna Markman / G1)
A ex-senadora Marina Silva afirmou, na tarde desta segunda-feira (14), que o retrocesso deve ser a marca do governo Dilma Rousseff. "Torço que a presidente Dilma deixe a sua marca, por enquanto a marca que tem deixado é a do retrocesso ou risco do retrocesso. O retrocesso na área ambiental é inegável. O modelo de governabilidade chegou ao limite. Chegamos a 40 ministérios e, para manter base, novos têm sido criados, e isso é insustentável", disse em evento no Recife.

Marina está na capital pernambucana para participar da 1° Jornada Sustentabilidade em Construção: Discutindo Ações para a Cidade do Recife, onde fará uma palestra, esta noite, na Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco (UPE). Depois do evento, irá jantar na casa do governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, provável candidato ao Planalto e com quem firmou aliança há dez dias.

A ex-senadora também comentou sobre a afirmação feita por Dilma Rousseff, na manhã desta segunda, em entrevista a uma rádio mineira, que seus prováveis adversários nas eleições de 2014 precisam "estudar muito" o Brasil. "Eu acho que ela deu um conselho de professora. Eu fui alfabetizada aos 16 anos, isso é uma coisa que eu gosto de valorizar, aqueles que se dispõem a estudar. E eu vi que o Eduardo é uma pessoa que pega as coisas assim, com muita consistência. Nas conversas que temos tido, na experiência de governo, eu acho que ela dá um conselho muito bom porque aprender é sempre uma coisa muito boa, difícil são aqueles que acham que já não têm mais o que aprender e só conseguem ensinar", disparou.

Marina voltou a defender a restauração do tripé econômico, com controle de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. "Tudo que nós conquistamos foi pelo fato de termos um compromisso com a meta de inflação, mas, nos últimos anos, o teto dessa meta foi a realidade e, algumas vezes, até extrapolado. Reafirmamos essas diretrizes, aprofundando com a evolução programática com o PSB", disse. Também afirmou que é preciso dar autonomia ao Banco Central, mas sem a necessidade de formalização dessa medida.

Marina Silva participou de coletiva no Recife (Foto: Luna Markman / G1)
Após evento, Marina participa de jantar na casa do
governador de Pernambuco (Foto: Luna Markman / G1)
Chapa para 2014
Marina refutou a ideia de dobradinha na chapa. "Não falamos sobre candidatura minha e de Eduardo. A candidatura que está posta é a de Eduardo. A Rede tem o seu programa. O PSB tem seu programa. Estamos dialogando e fazendo mediações em busca do terceiro [programa] para dar suporte a um projeto de país", disse.

Ela também fez questão de deixar claro que deposita confiança em uma nova postura de Eduardo Campos, no combate à velha política. "O movimento que Eduardo fez é no sentido de ressignificar essa experiência. Vejo a disposição de Eduardo, sendo uma liderança jovem, em aproveitar essa oportunidade rumo à nova política. Estou torcendo que esse passo seja dado. As candidaturas da Dilma, Aécio e Campos vinham [sendo construídas] numa velha aliança pragmática. Diante desse fato novo [a coligação Rede e PSB] Eduardo se sente fortalecido a buscar uma nova maneira de caminhar, estou sentido isso", comentou.

Marina explicou que a forma como a política vem se realizando é primeiro fazer aliança eleitoral, "em busca do tempo de TV, recursos e palanques", para depois ganhar os governos e decidir o que fazer. "Com essa coligação programática [entre Rede e PSB], queremos subverter essa lógica: pensar primeiro o programa, colocando a sustentabilidade no centro do programa, e aprofundar a democracia, buscando nova governabilidade programática e não pragmática, com distribuição de nacos do estado".

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