terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Eurico apoia investida do Vasco no STJD e rebate Petraglia: 'Dor de corno'

Ex-presidente não poupa críticas à diretoria cruz-maltina e, diferentemente do atleticano, afirma que quem premeditou a confusão foram os rubro-negros

O ex-presidente do Vasco Eurico Miranda apoiou a decisão de o Cruz-Maltino tentar ganhar os pontos da derrota por 5 a 1 para o Atlético-PR, no último domingo. Os cariocas alegam que o Furacão era responsável pela segurança da partida e têm como argumento principal a infração ao artigo 19 do Regulamento Geral das Competições da CBF - "Nos casos previstos no presente artigo, a partida interrompida poderá ser suspensa se não cessarem os motivos que deram causa à interrupção, no prazo de 30 minutos, prorrogável para mais 30 minutos, se o árbitro entender que o motivo que deu origem à paralisação da partida poderá ser sanado". O árbitro do jogo, Ricardo Marques Ribeiro, relatou na súmula ter reiniciado a partida após 73 minutos de paralisação, o que extrapola o limite máximo de 60 minutos de tolerância.

- O Atlético deveria perder os pontos, e os dirigentes do Vasco deveriam sair após 60 minutos de paralisação. Eles teriam que ser declarados como perdedores no tribunal, não deram segurança. O artigo 19 do regulamento diz com todas as letras que o árbitro espera 30 minutos e mais outros 30 minutos. O árbitro botou na súmula que reiniciou o jogo uma hora e 13 depois, violando o regulamento - disse Eurico à rádio Bradesco FM.

Eurico Miranda (Foto: Martín Fernandez)Eurico Miranda, mesmo a favor da decisão da atual diretoria, não poupou a última de críticas (Foto: Martín Fernandez)


A adesão à requisição feita pelo Vasco, porém, não impediu Eurico de enfileirar críticas aos atuais diretores, tratando-os como pouco informados sobre leis e questionando a firmeza dos mesmos. Segundo ele, consigo em campo, o time não voltaria a jogar após o tumulto.

- Talvez foram alertados (os dirigentes do Vasco, que entraram no STJD) sobre a infração ao artigo 19 e há que se pleitear no STJD, sim. O pessoal estava preocupado em punir Vasco, Atlético e federação, mas não, espera aí. E o jogo foi legal? Claro que a partida não foi legal, é coisa que deve ser investigada. Se os dirigentes do Vasco fossem conhecedores do regulamento, era mais uma hipótese para não jogar mais. Passou do tempo de regulamento, não vou jogar. Se eu lá estivesse diria: "Nessas condições eu não jogo (isso antes de a bola rolar). Não tem policiamento, não tem condição de eu jogar". Depois daqueles acontecimentos aí é que eu não jogaria mesmo. Não tem hipótese. Os dirigentes do Vasco ainda tentaram, mas afrouxaram com ameaça de prisão. Se intimidaram com gente dizendo que iria perder por W.O. Paciência, que percam por W.O. Tinham dois jogadores do Vasco preocupados com familiares que estavam na torcida, não havia condições psicológicas para continuarem jogando - afirmou.

Eurico ainda acredita que é possível poupar o Vasco de punições, transferindo totalmente a responsabilidade dos acontecimentos para o adversário.

- Forcei para que o Vasco entrasse com a impugnação da partida. O Vasco pode ser penalizado entre dez e 15 jogos de perda de mando campo. Entra com a impugnação baseado nesse artigo, mas fazendo todo esse relato. Tem e deve servir como defesa da não culpabilidade do Vasco nesse episódio.

'DOR DE CORNO' DE PETRAGLIA



O presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, acusou os torcedores do Vasco de terem premeditado o conflito em Joinville. Eurico discordou, afirmando que quem planejou a briga foram os atleticanos. Ele alega que os rubro-negros projetaram tudo pela internet. Ainda afirmou que os seguranças fizeram vista grossa em relação à ação dos curitibanos na arquibancada.

- Se o Vasco vencesse aquela partida, a tragédia seria muito maior, mas muito maior do que aconteceu nesse jogo. Coisa que quero deixar bem claro: repudio todo vandalismo e violência, mas acho que tem que se juntar todas as peças. Em primeiro lugar: teve briga antes, no hotel do Vasco, com a torcida do Atlético-PR. Um dos feridos que estava no hospital, não sei se continua, chamado Diogo, veio de Manaus com a namorada e foi brutalmente agredido pela torcida do Atlético quando se dirigia ao jogo. Não participou do jogo, se viu algo foi do hospital. Repito: repudio cena de vandalismo, mas vamos botar quem provocou. Esses caras saíram de onde estava a torcida do Atlético, foram à torcida do Vasco e arrancaram duas faixas. Aí houve a reação da torcida do Vasco. Quem provocou? Isso, para mim, foi premeditado, comprova tudo o que botaram na rede social. Vimos como essa segurança procedeu: abriu portão para torcida que marcou briga na rede social, inclusive avisando para nem mulher nem crianças irem ao estádio. Foi tudo premeditado. Ah, não pode ter policiamento nesse estádio? Então não pode ter um jogo desses lá.

Isso é mais uma prova de que ele está e continua como uma grande dor de corno". 
Eurico Miranda
 Eurico ainda tratou de responder Petraglia, que o acusou de ter criado uma rivalidade em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2004. Na ocasião, os times se enfrentavam pela penúltima rodada. O Vasco tentava se salvar da queda, e o Atlético, então líder, buscava o título. Os mandantes venceram por 1 a 0 e se livraram. Não poupou em acusações a Petraglia e o ofendeu.

- Depois tenho que ouvir sandices que esse senhor falou a respeito do futebol carioca e de administração esportiva. De administração esportiva ele não entende nada, não sei se ele entende outro tipo de administração nem sei como conseguiu as coisas em sua vida. Deve ter conseguido outras coisas saqueando alguém, deve ter saqueado. Ele entende tanto de administração esportiva que veio pegar alguém aqui que foi formado no Vasco, que é o Antônio Lopes. Veio pegar aqui com os imbecis do Rio de Janeiro. Isso é mais uma prova de que ele está e continua como uma grande dor de corno.

'CBF TEM CULPA'
Por fim, Eurico ainda disparou contra a CBF, dizendo que o diretor de competições da entidade, Virgílio Eliseo, ou se posicionou a favor da continuidade da partida ou foi omisso em caso de não ter se comunicado com o delegado da partida.

- Onde está a culpa da CBF? A culpa é total. A CBF não podia programar o jogo para um estado onde diz que não tem policiamento em campo, segurança particular. Uma coisa é segurança terceirizada entre ASA-AL x Joinville e outra é Vasco x Atlético-PR. Era um jogo de risco, a CBF deveria considerá-lo assim. Não vou tirar a culpa da CBF. O diretor de competições entrava em contato com o delegado do jogo... Para mim ele deve ter culpa, deve ter entrado em contato e dito que era para ter jogo de qualquer maneiro. Se não fez o contato, foi omisso. Ou se omitiram ou foram coniventes com esse tipo de procedimento.

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