domingo, 6 de abril de 2014

Sandra Torres entra na disputa como pré-candidata a vice de Flávio Dino



Ex-prefeita de São Luís entra na disputa como pré-candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino
A ex-prefeita de São Luís Sandra Torres teve, nas últimas semanas, o seu nome colocado como pré-candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino ao Governo do Estado. Uma das fundadoras do Partido Democrático Trabalhista no estado, no final da década de 70, e do Movimento de Mulheres da legenda, ela é casada com o prefeito de Barreirinhas, Léo Costa, e integra atualmente a equipe de Governo daquele município, como Assessora de Planejamento.
Mãe de quatros filhos e avó de duas netas, Sandra Torres possui um vasto currículo na militância social. Ela trabalhou no Centro de Serviço de Barreirinhas, projeto este apoiado pela Oxfam, Oxford Committee for Famine Relief (Comitê de Oxford de Combate à Fome); mais tarde ingressou no serviço público como assistente social e pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais do Estado Maranhão (Fipes).
Foi coordenadora da ação comunitária da Secretaria de Desenvolvimento Comunitário (Sedec) no governo Cafeteira, junto com a secretária Isabel Cafeteira, onde realizou relevante trabalho nesta área; assistente social da Companhia de Colonização do Nordeste (Colone); subchefe de Ação Comunitária da Prefeitura de São Luis, presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente; assessora especial nas gestões de Jackson Lago e na primeira gestão do prefeito Tadeu Palácio, depois vice-prefeita e coordenadora municipal da Mulher.
Como assessora na Secretaria Municipal de Governo, Sandra Torres colaborou no âmbito governamental para implantação e implementação dos Conselhos Municipais da Mulher, da Criança e do Adolescente, Afrodescendentes, Antidrogas e outros. Deu à sua função de assessora pública um caráter pedagógico no sentido de disponibilizá-lo para o diálogo com movimentos sociais e organizações populares e comunitárias.
Mas o que marca profundamente sua trajetória é a sua convicção e luta pela construção de uma democracia com conteúdo de gênero.
Para ela, as mulheres, que são a maioria da população, vêm ao longo da história ocupando vários espaços na vida social e econômica, tendo que enfrentar um déficit nos espaços de poder político e decisório. Nessa luta Sandra se inclui como cidadã e aprendiz nos processos participativos e organizativos, com vistas a reforçar os processos democráticos e a busca de empoderamento das mulheres.
Nesta entrevista ao Jornal Pequeno, ela comenta um pouco dessa sua trajetória de luta, da sua indicação, da participação do PDT nas eleições deste ano, e sobre a nova esquerda maranhense:
Jornal Pequeno – Com a experiência acumulada na vida pública, qual sua visão sobre o atual cenário político do Estado?
Sandra Torres – As forças democráticas do Estado do Maranhão vêm ao longo de cinco décadas acumulando forças e construindo uma perspectiva de alternância de poder. Essa construção foi alcançada sob a liderança política de Jackson Lago no Governo do Estado, conquista esta que foi interrompida. No entanto, esse campo democrático segue em luta, acumulando forças, criando um novo cenário em que a liderança política de Flávio Dino se consolida e hoje sintetiza essa construção democrática e popular.
JP – Como pode o Maranhão livrar-se dos indicadores sociais negativos que ostenta hoje?
Torres – Penso que um Governo que pretende superar seus indicadores negativos, tem que ter a determinação de mudar. Realizar um trabalho técnico e político com foco nas questões sociais e econômicas, dialogando com a sociedade organizada, considerando experiências bem sucedidas em outros lugares e dentro do estado, consolidando políticas públicas conquistadas enquanto políticas de estado.
Ter um projeto de desenvolvimento sustentável, que inclua as municipalidades nas suas especificidades e vocações regionais e locais, tendo em vista as relações com o meio ambiente de modo a preservá-lo, gerando oportunidades de emprego, trabalho e renda para a população.
Os governos de José Reinaldo e Jackson Lago implementaram medidas importantes que merecem ser revistas e consideradas. Mas, o grande desafio do momento está para ser construído envolvendo todas as forças que neste momento se propõem mudar o Maranhão.
JP – Nesta sexta-feira (4), completaram-se três anos do falecimento do ex-governador Jackson Lago. O que dizer da situação atual do PDT e do legado deixado pelo ex-governador?
Torres – O legado do governador é histórico e assim vem sendo assimilado. Um marco importante foi a criação do Instituto Jackson Lago, hoje dirigido pela Dra. Clay Lago e intelectuais de diversas áreas do conhecimento, bem como cidadãos e cidadãs de várias correntes de pensamento. No seu curto espaço de existência já realizou eventos significativos para a sociedade.
Com relação ao partido, esse vem construindo um trabalho no sentido do seu fortalecimento e se reorganizar. Jackson foi e é uma referência para o PDT e para as forças democráticas do Maranhão. Com esse legado caminhamos rumo a um futuro de libertação e desenvolvimento.
JP – Como o PDT pode ter uma atuação mais efetiva nestas eleições de 2014?
Torres – Sabendo trabalhar esse legado e sendo um forte instrumento de afirmação da unidade das oposições. Nesse contexto, quero destacar a importância das mulheres nessa luta, que tem sido imensurável. O partido político é um espaço por excelência para que as mulheres possam exercitar e acumular forças na perspectiva da conquista dos espaços de poder. O PDT é um partido que desde o seu nascedouro, ainda na Carta de Lisboa, definiu o seu compromisso com as mulheres do Brasil. Reza no seu programa que o seu terceiro compromisso prioritário é com as mulheres.
Ao longo desse período de construção do PDT no Maranhão, sob a liderança de Jackson Lago, o movimento de Mulheres do partido construiu momentos ricos e significativos historicamente e de contribuições efetivas nos processos eleitorais, na construção partidária e nas gestões governamentais pedetistas. Um trabalho coletivo que envolveu e envolve valorosas companheiras. A lista seria infindável.
JP – Em relação ao embate para o governo do Estado, qual sua impressão sobre as pré-candidaturas de Luís Fernando, Flávio Dino e Eliziane Gama?
Torres – Todas as candidaturas são legítimas nos seus campos partidários. Com relação às candidaturas do campo das oposições, haverá um momento de uma união geral em torno da candidatura que mais acumulou forças nesse processo de enfrentamento político eleitoral, que é a de Flávio Dino.
JP – E sobre a disputa pela vaga ao Senado?
Torres – O campo da oposição já definiu o nome do Deputado Roberto Rocha, um filho de Balsas para somar com as diversas regiões do Estado.
JP – A senhora acredita que haverá a união das forças de oposição, numa ampla aliança político-eleitoral?
Torres – Sim, isso é o que vem sendo trabalhado pacientemente e de forma competente pelo candidato Flávio Dino.
JP – O seu nome pode ser colocado para ser a companheira de chapa de Flávio Dino?
Torres – Nosso nome está colocado. Como sempre, estive a serviço do PDT, desde a sua criação, ao lado de Jackson Lago, Neiva Moreira, João Francisco, Maria Lúcia Teles, Reginaldo Teles, Clay Lago, Alaíde Viégas, Teresinha Amorim, Pedro Lago, Aroucha, Policarpo Neto, Rubem Brito e outros (as) valorosos (as) companheiros(as).
Também estão colocados outros nomes do partido, Rosângela, Deoclides e Márcio. O que espero é que seja dado tempo a todos e todas postulantes de se apresentarem às instâncias do partido e ao conjunto das agremiações coligadas, bem como ao exame do candidato a governador e por fim consubstanciar com o debate a decisão partidária. Nosso propósito é contribuir com a chapa majoritária colocando a mulher enquanto protagonista dessa mudança
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