quarta-feira, 4 de junho de 2014

Justiça do AM aceita denúncia contra prefeito afastado de Coari por estupro

Seis servidores, entre eles secretários, foram denunciados por aliciamento.

Grupo está preso desde fevereiro; todos foram afastados dos cargos.

Seis prisões foram decretadas: Adail Pinheiro (prefeito de Coari), Alzenir Maia Cordeiro (servidora pública), Anselmo do Nascimento Santos (motorista de Adail), Elias do Nascimento Santos (assessor particular), Francisco Erimar Torres de Oliveira (secretá (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Seis prisões foram decretadas: Adail Pinheiro (prefeito de Coari), Alzenir Maia Cordeiro (servidora pública), Anselmo do Nascimento Santos (motorista de Adail), Elias do Nascimento Santos (assessor particular), Francisco Erimar Torres de Oliveira (secretário de Terras e Habitação) e Eduardo Jorge de Oliveira Alves (chefe do gabinete da prefeitura) (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) aceitou, nesta terça-feira (3), denúncia contra o prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (PRP), e seis funcionários da prefeitura municipal, por estupro de vulnerável e aliciamento de menores. O político é apontado como chefe de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município, e teve os casos expostos em reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo, desde o mês de janeiro. Ele e outros cinco acusados estão presos na capital desde o dia 8 de fevereiro.
A denúncia foi aceita por unanimidade durante sessão do Pleno do TJAM nesta terça. Eles votaram ainda pela manutenção da prisão de Adail e das outras cinco pessoas presas: o secretário de Terras e Habitação, Francisco Orimar Torres de Oliveira, o chefe de gabinete da prefeitura Eduardo Jorge de Oliveira Alves, Anselmo do Nascimento Santos, que seria motorista do prefeito, assessor particular Elias do Nascimento Santos, e a funcionária da Secretaria de Cultura do município, Alzenir Maia Cordeiro.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), sete pessoas integravam a suposta quadrilha. No entanto, somente seis deles tiveram prisão solicitada. Segundo o procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, no dia 27 de dezembro de 2013 o MPE recebeu denúncias de violência sexual contra menores de idade envolvendo o nome de Adail e de outras pessoas. As denúncias geraram inquérito, o que levou o prefeito de Coari a ser ouvido pelo MP no dia 29 de janeiro deste ano.
As vítimas, de acordo com o promotor responsável pelo caso, Fábio Monteiro, eram crianças com idade entre nove e 11 anos. Servidores públicos, de acordo com o MP, realizavam as abordagens. "Segundo vítimas e familiares ouvidos, servidores, a mando do prefeito, ofereceram diversos bens, como casas, terrenos e dinheiro em troca das meninas", revelou.
Com a denúncia aceita, o TJAM deverá ouvir vítimas, testemunhas e os suspeitos. Não há data prevista para realização do julgamento do caso.

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