sábado, 6 de setembro de 2014

Marina muda estratégia e decide reagir a ataques

PSB


Em reunião na noite desta sexta-feira, a candidata do PSB se mostrou irritada com acusações sobre o pré-sal

Talita Fernandes
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante campanha em Porto Alegre
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante campanha em Porto Alegre (Ivan Pacheco/VEJA.com)
A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, decidiu mudar a estratégia e vai responder aos ataques feitos pelos adversários no programa eleitoral. Na quinta-feira, a  ex-senadora afirmou horário eleitoral que não usaria o pouco tempo do programa para rebater as acusações.
A decisão veio depois da intensificação das críticas ao programa da ex-senadora, segundo às quais o pré-sal, xodó da presidente Dilma, foi escanteado. O que mais irritou a candidata foi reportagem publicada pelo jornal O Dia nesta sexta-feira irritou a presidenciável. O texto afirmava que a candidata é favorável à divisão dos royalties do petróleo com Estados não-produtores, tema delicado para o Rio de Janeiro, um dos principais Estados produtores.
"Tudo o que está sendo dito no Rio de Janeiro nesse momento é uma onda de boatos e mentiras pelo medo que os nossos adversários têm dessa forma espontânea como a sociedade brasileira está fazendo de forma cívica e cidadã a nossa campanha", afirmou.
Nesta semana, a candidata foi alvo de um programa do PT que a comparava com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello. A presidente Dilma Rousseff tem repetido em seus discursos que Marina é contra o pré-sal.
O assunto foi discutido em reunião de conselho político dos partidos da coligação Unidos pelo Brasil, encabeçada pelo PSB. O encontro, realizado na noite desta sexta-feira em São Paulo, durou cerca de três horas. Ao deixar o comitê, Marina foi ao estúdio para gravar o programa ao lado de seu vice, Beto Albuquerque. 

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