sábado, 27 de dezembro de 2014

Cartolas paulistas: o diplomata, o vendedor, o comprador e o bobinho


Carlos Miguel Aidar merece o prêmio Lebon (Nobel ao contrário) da Paz pelo conjunto de sua obra em 2014. A cada frase, uma discórdia. A cada entrevista, uma ofensa. Onde havia paz, levou a guerra. Ofendeu os habitantes de Itaquera, que, segundo ele, é “outro mundo''. Como um Rei Sol, tem o seu mundo como referência. E como se sentem os são-paulinos que residem em Itaquera? Disse que o Palmeiras está se apequenando. Ofendeu o Napoli, ao dizer que mesmo com o dinheiro da Máfia não contratariam Ganso. Disse que Kaká, por ter todos os dentes na boca, é o modelo de são-paulino. Mesmo com tantas arestas, tentou colocar-se como o líder da união entre os clubes. Como ninguém o seguiu, irritado, disse que o nível dos dirigentes é baixo. E terminou o ano dizendo que não pode aceitar críticas de um ex-delegado de polícia, referindo-se a Juvenal Juvêncio.
Andrés Sanchez tenta há muito tempo conseguir vender os naming rights do Itaquerão. Como não consegue, coloca a culpa em quem chama o Itaquerão de Itaquerão. Como se jornalista tivesse obrigação de ser garoto propaganda de estádio sem nome. O Palmeiras conseguiu bem antes. E eu também não escrevo o nome da seguradora. Começa 2015 e vamos ver se a habilidade de Andrés em conseguir um estádio pode se transferir para a tarefa de conseguir um nome.
Odílio Rodrigues é um mau comprador. Comprou Leandro Damião e paga salário europeu para Robinho. E o time fica empacado, com Osvaldo ou Enderson, no meio da tabela. O novo presidente contratou Chiquinho. Será que vai melhorar?
Paulo Nobre é o cara a quem se aplica um velho ditado popular: passarinho não acompanha gavião. É o inocentão, o bobinho. Pensou ter tudo certo com Kardec e o viu pular o muro. Pensou ter tudo certo com Henrique e o viu processando o clube. Como justificativa, apontou a ingratidão dos jogadores. Sim, amigos, ele dirige, em 2014, um gigante brasileiro pensando na gratidão dos atletas por vestirem camisa tão gloriosa.
Que o futebol paulista e brasileiro resistam à seus cartolas em 2015

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