domingo, 26 de abril de 2015

Após início arrasador, Timão tem "abril infernal" e vê rendimento despencar

Corinthians chega a 93% de aproveitamento em março, mas não consegue manter ritmo e cai para 52%. Tite aposta em descanso e na volta de Guerrero para reagir


Tite Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)Tite durante treino do Timão no CT
(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
A torcida do Corinthians ficou mal acostumada com as primeiras atuações em 2015. Amparado pela volta de Tite e o esquema 4-1-4-1, o Timão ignorou o ritmo lento do início da temporada e atropelou. Virou favorito à conquista de títulos e rapidamente alçado ao posto de melhor do país. Mas o tempo passou, e o Alvinegro viu o desempenho do mês de abril colocar em dúvida sobre qual o verdadeiro futebol da equipe.
Em sete partidas disputadas neste mês, o Corinthians acumulou duas vitórias (Danubio e Ponte), quatro empates (Santos, XV de Piracicaba, San Lorenzo e Palmeiras) e uma derrota (São Paulo). Os 52,38% de aproveitamento estão longe de serem números ruins, porém, bem são distantes daqueles que o time conseguiu anteriormente. 
A diferença é grande. O Timão fechou março, por exemplo, com nove vitórias (Mogi Mirim, San Lorenzo, São Paulo, São Bernardo, Danubio, Capivariano, Portuguesa, Penapolense e Bragantino) e apenas um empate (RB Brasil). A ótima série de resultados colocou o Alvinegro com 93,33% dos pontos em disputa.
Em fevereiro, primeiro período de competições oficiais, os números também foram impressionantes, ainda mais pela equipe teoricamente ainda estar em formação. Foram seis vitórias (Marília, Once Caldas, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Linense) e dois empates (Ituano e Once Caldas). Resultado: 83,33%.
Para piorar, os números nem tão expressivos surgiram justamente no momento de decisão. Dono da melhor campanha da primeira fase do Campeonato Paulista, o Corinthians caiu quando não poderia. A equipe teve muitos problemas para eliminar a Ponte Preta, nas quartas, e deu adeus ao sonho do título nos pênaltis, diante do arquirrival Palmeiras.
Demos uma relaxada, mas está chegando a hora do mata-mata da Libertadores, e esse time tem cara de decisões e jogos importantes
Guerrero
 Tite tem seus argumentos para explicar a queda. Para o treinador, a sequência de partidas em  curto espaço de tempo de recuperação prejudicou o condicionamento físico dos jogadores. Após a derrota para o São Paulo, o técnico disse que o grupo necessitava de um período de descanso para conseguir voltar a render bem.
– A equipe está fadigada, está cansada. Física e mentalmente. Ela precisa de um descanso, é notório, precisa encher o combustível de novo – afirmou na última quarta.
O Corinthians também foi a campo nas últimas quatro partidas sem seu principal jogador. Paolo Guerrero contraiu dengue antes das quartas de final do Paulistão e só foi liberado para treinar nesta semana. Vagner Love, reserva imediato da posição, não conseguiu substituí-lo à altura e pouco acrescentou.
– Demos uma relaxada, mas está chegando a hora do mata-mata da Libertadores, e esse time tem cara de decisões e jogos importantes – disse Guerrero.
Com a folga dada ao elenco neste fim de semana, Tite e a comissão técnica planejam um retorno com gás total a partir de segunda-feira para provar que o encanto não acabou. Tempo de trabalho não faltará. Eliminado do estadual, o Timão volta a jogar apenas no dia 6 de maio, contra o Guaraní, no Paraguai, pelas oitavas da Libertadores. O duelo da volta está marcado para 13 do mesmo mês, em Itaquera.

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