domingo, 19 de julho de 2015

CPI que ‘impede’ Del Nero de viajar só volta a atuar em agosto

Marco Polo Del Nero disse à Folha de S.Paulo que não vai à reunião da Fifa na próxima segunda porque precisa “acompanhar o desfecho” da MP que refinancia dívidas fiscais dos clubes, tomando medidas contra a sanção dela, se for o caso. Declarou também que a instalação da CPI do Futebol é outro motivo que não o deixa ir para a Europa.

Difícil entender esses argumentos. A CPI, por exemplo, depois de ser instalada, só voltará a se reunir em agosto, de acordo com a assessoria de imprensa do senador Romário (PSB-RJ). Tanto que o presidente da comissão, Romário, diferentemente de Del Nero, está no exterior.
“Certo, a CPI só vai funcionar em agosto, mas tem muita coisa a ser estudada, é preciso se preparar para ela”, disse ao blog Walter Feldman, secretário-geral da CBF, ao comentar a decisão de Del Nero.
Em relação à Medida Provisória, ela já passou pela Câmara e pelo Senado, só falta a sanção da presidente Dilma Rousseff. O tema tem sido debatido desde o ano passado, Del Nero provavelmente já sabe o que precisa fazer, será que é mesmo necessário ele estar aqui para acionar advogados contra a MP?
Será que o presidente da CBF está por fora da conectividade de hoje em dia? Não conhece internet, videoconferência, teleconferência, WhatsApp? Com tantas ferramentas fica difícil não poder fazer uma reunião de trabalho à distância.
Fácil é ficar na dúvida se a ausência do principal cartola brasileiro e membro do Comitê Executivo da Fifa na reunião que decidirá o futuro da entidade tem algo a ver com essa nova moda no FBI de prender cartolas em solo suíço.
Se o Brasil vai perder algo não participando da reunião não dá para saber agora. O que dá para ter certeza é de quem ganha com a ausência dele: o programa “Bem Amigos”, do Sportv, exibido todas as segundas. Vai ganhar audiência. Foi lá que Galvão Bueno disse que se o Brasil não fosse representado na reunião da Fifa, se não fosse ninguém para lá por medo de pisar na Suíça, seria hora de começar de novo.
Então, anunciada a ausência de Del Nero, só dá para dizer o seguinte: “fala, Galvão”

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