quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bares reagem a aumento de imposto na cerveja em SP

Associação diz que 1 de cada 4 bares já está no prejuizo e que imposto maior agrava o quadro

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está reagindo ao aumento de 40% no ICMS da cerveja proposto pelo Governo do Estado de São Paulo.
Segundo a associação, que convocou uma entrevista coletiva para hoje, o aumento do ICMS da cerveja (de 18% para 25%) seria a maior alta da história do Estado e “irá agravar o alarmante cenário que o setor de bares e restaurantes enfrenta no momento.”


A Abrasel diz que um em cada quatro estabelecimentos já fecha o mês no prejuízo, e que o aumento do imposto levará bares a fechar as portas e resultar na demissão de até 450 mil pessoas. O setor de bares e restaurantes emprega 1,8 milhão de pessoas em mais de 350 mil estabelecimentos no Estado, e a venda de bebidas representa, em alguns casos, até dois terços do faturamento.


“Não temos mais como absorver tanto imposto e aumento de custos”, diz Paulo Solmucci, o presidente da Abrasel, que não tem papas na língua ao criticar o Governador Geraldo Alckmin.
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“O governador está tentando resolver o problema dele em cima no nosso setor,” diz Solmucci. “O desemprego na Grande São Paulo está em 14%. Ele quer mais? Ninguém discute que tem que haver ajuste fiscal, mas por que ele está colocando o canhão em cima da gente? Nosso emprego vale menos? De 2013 pra 2014, ele aumentou em 90% o número de cargos de confiança, e prometeu no início do ano reduzir em 15% pra economizar 1,9 bilhão [de reais]. O Estado gasta 12 bilhões de reais por ano com 8.000 cargos comissionados.”
“Eles vivem criticando o governo federal mas fazem a mesma coisa. Eles fingem que estão preocupados com os pobres e com [o preço do] remédio, mas a desoneração desses itens custa ao Estado só 500 milhões [de reais], e no entanto ele está levantando mais de 3 bi. Isso é uma cortina de fumaça.”
Primeiro, foi a reação de empresários à volta da CPMF. Agora, esse episódio da cerveja. Pelo jeito, já passou o tempo em que a sociedade aceitava passivamente pagar a conta.

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