domingo, 1 de novembro de 2015

PCdoB deve indicar quem será o vice na chapa de Edivaldo Holanda

O partido ocupa as principais cadeiras no Palácio dos Leões, iniciou a ampliação das suas bases políticas nos 217 municípios

Prefeito Edvaldo Holanda Júnior
Que o prefeito de São Luís é o candidato a ser batido nas eleições de 2016, isso ninguém discute. Como candidato à reeleição e com apoio institucional do Governo do Estado, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) se aproxima do pleito com estatura política e força administrativa. Um debate, porém, já sacode as linhas partidárias dos aliados: quem será o vice do atual prefeito, candidato à reeleição? Sabe-se que ele virá do PCdoB, partido do governador Flávio Dino e sigla-comando do novo grupo político que se fortalece após a alternância no Palácio dos Leões.
 
“É precoce falarmos em definição. O PCdoB tem bons quadros para essa tarefa e saberá decidir na hora certa. Hoje, como fala o governador Flávio Dino, o foco é administrar”, comenta o comunista Geraldo Castro, secretário municipal de Educação. Batista Matos, secretário municipal de Comunicação e comunista recente, enfileira a opinião. “Os partidos que estiveram no palanque do prefeito em 2012, possuem legitimidade pra buscar esse posto. Mas repito, ainda é cedo. O foco do prefeito Edivaldo Holanda e de sua equipe hoje é na gestão”, afirma.
A reportagem ouviu também o presidente estadual do PDT, deputado federal Weverton Rocha. Ele nega que a vaga de vice esteja condicionada à escolha de um comunista. Mas diz que a decisão pela vaga será acatada após aprovação do governador Flávio Dino. “Não há lei ou critério em ser de partido A, B ou C. Com certeza o governador tem muita força nesse processo, e ele mesmo terá a grandeza e a capacidade de ajudar na escolha do nome correto para compor nossa chapa”, diz.
Os partidos em São Luís, porém, afirmam que a chapa majoritária está fechada com o PCdoB, que decidirá sobre o vice-prefeito. Na lista aparece o vereador Professor Lisboa, o secretário municipal de Educação, Geraldo Castro, o recém- filiado no partido, secretário municipal de Comunicação, Batista Matos, o presidente do Simproesemma, Julio Pinheiro, e o próprio presidente do partido, Márcio Jerry, atual secretário de Relações Institucionais e homem forte do governo Dino. Todos com acesso ao crivo pessoal do governador.
A declaração do governador Flávio Dino, no início de seu mandato, definindo que seu governo ficaria de fora das decisões políticas na escolha dos candidatos para as eleições de 2016, determinou a corrida antecipada pelos espaços eleitorais nos municípios maranhenses. Posteriormente, o governador declarou que todos os prefeitos, mesmos os que não apoiaram sua candidatura na eleição de 2014, serão tratados como gestores bem-vindos do Executivo, o que deixou todos com um discurso equilibrado diante do eleitorado. E todos, sem exceção, buscam se fortalecer.
O PCdoB, partido que ocupa as principais cadeiras no Palácio dos Leões, iniciou a ampliação das suas bases políticas nos 217 municípios do Maranhão, organizando os diretórios, conversando com os camaradas e possíveis filiados e promovendo as conferências municipais para fortalecer a próxima convenção estadual. O PDT, que conseguiu retornar ao poder do estado, continua a expandir suas células de militantes para determinar a participação no conjunto eleitoral do próximo ano. Os demais partidos da mesma frente política trabalham nos bastidores de forma tímida ou soltando notícias pontuais na imprensa para manter as siglas em evidência e criar o peso para troca de apoios.
Os analistas políticos apontam para estratégias que podem consolidar os planos do atual governo estadual. E referendam a leitura de que as eleições de 2016 determinam a extensão do novo grupo político central nos próximos oito a 20 anos. A composição das chapas nos municípios deverá fortalecer o papel dos vice-prefeitos como um dos principais pontos dos acordos partidários, oferecendo cargos nas secretarias municipais para necessários componentes que ajudem a construir um mapa estadual de poder.
A condução das negociações em São Luís tem sido acompanhada pelo meio político. Serve para compreender o formato que o governo estadual vai aplicar na eleição em outros municípios. Na capital, o PCdoB conduziu o prefeito Edivaldo Holanda Jr. à prefeitura em 2012, mantendo a aliança com obras conjuntas após a posse do governador Flávio Dino. O PDT negociou o seu espaço na atual gestão assumindo secretarias de Esporte, Iphan, Orçamento Participativo e conseguindo do prefeito a filiação na legenda.
Os atuais fatos que envolvem a escolha do vice-prefeito devem sofrer mutações dependendo da necessidade de atrair mais partidos que ampliem a certeza de vencerem a eleição para o prefeito Edivaldo Holanda no primeiro turno. 
Candidatos a vice
Weverton Rocha,  deputado federal e presidente estadual do PDT-MA
O PDT e o PCdoB fazem parte de uma frente que vai construir o caminho da vitória, e este será com certeza o critério para disputarmos a eleição de 2016, e se necessário for, o próprio PCdoB, na pessoa do governador Flávio Dino, e todos os partidos aliados terão o entendimento que iremos escolher um nome que agregue, e que ajude a compor a chapa vitoriosa na eleição, não há lei ou critério em ser de partido A, B ou C
Weverton Rocha, deputado federal e presidente estadual do PDT-MA
{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.oimparcial.com.br/_midias/jpg/2015/11/01/117x83/1_0111___rubensjunior___politica3-158103.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'563613d110e22', 'cd_midia':158111, 'ds_midia_link': 'http://www.oimparcial.com.br/_midias/jpg/2015/11/01/231x175/1_0111___rubensjunior___politica3-158103.jpg', 'ds_midia': 'Rubens Jr., deputado federal do PCdoB-MA
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', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '231', 'cd_midia_h': '175', 'align': 'Left'}Qualquer definição sobre uma possível candidatura de vice-prefeito em São Luís deve ser feita no tempo certo. Este não é o momento de se pensar em eleição, mas de se discutir os problemas da cidade, encontrar soluções para os problemas crescentes, e isso o PCdoB vem fazendo. No momento oportuno, o partido colocará à disposição do prefeito Edivaldo Holanda Jr., se for o caso. O vice ideal é aquele que ajuda a vencer a eleição e contribui com a administração. O PCdoB tem quadros para preencher tais requisitos
Rubens Jr., deputado federal do PCdoB-MA
 
Professor Lisboa, vereador do PCdoB-São Luís   
Certamente, o PCdoB levará em consideração a vivência histórica de esquerda, a relação não circunstancial com o partido, fidelidade aos projetos partidários e a capacidade de aglutinação de forças político-eleitorais; não vejo, pelo menos a curto ou médio prazo, como o partido dispor dessa indicação. O olhar é voltado a ter um projeto pela cidade e suas pessoas
Professor Lisboa, vereador do PCdoB-São Luís     
 
 
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', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '231', 'cd_midia_h': '174', 'align': 'Left'}É precoce falarmos em definição. O PCdoB tem bons quadros para essa tarefa e saberá decidir na hora certa. Hoje, como fala o governador Flávio Dino, o foco é administrar. Há uma crise sendo enfrentada e precisa ser debelada. Essa costura política vai levar em conta a consolidação do projeto de mudança e as forças que o compõe. Há tempo para tudo...
Geraldo Castro, secretário municipal de Educação de São Luís e filiado ao PCdoB-MA 
 
Batista Matos,  secretário municipal de Comunicação de São Luís e filiado ao PCdoB-MA 
Avalio que ainda é cedo para fazer análise sobre quem será o vice do prefeito, sobretudo diante do cenário político que passa o país. Mas claro que os partidos que estiveram no palanque do prefeito em 2012 possuem legitimidade pra buscar esse posto. Mas repito, ainda é cedo. O momento agora não é pensar em eleição. Vamos deixar isso para o momento oportuno. O foco do prefeito Edivaldo Holanda e de sua equipe hoje é na gestão, na execução das ações que a população precisa
Batista Matos, secretário municipal de Comunicação de São Luís e filiado ao PCdoB-MA 
Felipe Klamt Especial para O Imparcial

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