quarta-feira, 23 de março de 2016

“Em São Luís, humilhação tinha preço: R$ 2,60. Agora, desrespeito tem valor: R$ 2,90", dispara deputado Wellington sobre possível reajuste de 11% na tarifa de transporte público



De forma sorrateira, na véspera de um feriado prolongado, a Prefeitura de São Luís prepara desproporcional aumento de passagem dos ônibus da capital.

O provável reajuste é de 11%. Para quem não utiliza o sistema talvez não signifique nada, mas para as famílias ludovicenses certamente implicará em redução considerável no acesso aos produtos básicos como alimentação e moradia.
Atualmente, a maior tarifa custa R$ 2,60, que passará ao valor de R$ 2,90. Em cálculos simples: 1kg de arroz custa, em média R$ 3,00, ou seja, para usar os ônibus a pessoa precisará economizar praticamente 1kg de arroz, por dia, para ter acesso ao direito de ir e vir.

Outra vez, a população paga pela má gestão e incompetência do governo municipal, que sem qualquer justificativa técnica cede à pressão dos donos das empresas, como se fosse refém desse setor empresarial.




O serviço de transporte público pertence à municipalidade e é concedido aos particulares que devem, por sua conta e risco, explorá-lo, prestando um serviço eficiente a preço módico, econômico. Entretanto, mesmo com um serviço de péssima qualidade, como é público e notório, a Prefeitura, conhecedora dessas mazelas e titular do serviço, autoriza mais arrocho na população.

Já estamos alertando para isso há mais de 02 meses, inclusive solicitando informações ao SET, que, em uma análise superficial, começam a evidenciar concretamente a precariedade do serviço de transporte público. São ônibus não somente velhos, mas sucateados. Há precariedade ainda na quantidade de veículos postos a disposição da população.

A superlotação tornou-se a regra em um cenário marcado pela falta de planejamento de trânsito desaguando nos inúmeros engarrafamentos diários. Como se isso não fosse suficiente, ainda nos deparamos com mais um disparate: um novo aumento. Não há justificativa válida. O serviço como está sendo prestado não reclama tão alta contraprestação como forma de tarifa.

Em 2014, afirmou-se que seria para a aquisição de 250 novos ônibus; posteriormente, se defendeu que o reajuste seria para atenuar o aumento no combustível. No entanto, esqueceram que o risco do negócio é do contratado, não do usuário.

É claro que é devido o reequilíbrio econômico financeiro do contrato. Mas para isso deve, o serviço, ser eficiente, o que nem de longe se tem nessa nossa Capital e região metropolitana.

Mas e agora? Outro reajuste por quê? Pra quê? Seria para atenuar os prejuízos que o Bilhete Único causou. Porque se for, a Prefeitura assina seu mais nítido atestado de incompetência, já que isso só está acontecendo porque lançou benefício (bilhete único) sem qualquer estudo de impacto econômico financeiro nos contratos com as empresas.

Quanta incoerência!! O Bilhete Único não deveria ser algo que garantiria a economia e a celeridade no deslocamento? Se sim, como garantir a economia quando se aumenta a passagem? Qual a lógica financeira que norteia tal pensamento? Certamente, não é a mesma lógica social predominante na mente do trabalhador ludovicense.

Em São Luís, humilhação tinha preço: R$ 2,60. Agora, desrespeito terá valor: R$ 2,90!

"Os ludovicenses não podem pagar pela incompetência da Prefeitura e, por isso, não admitiremos um outro aumento na tarifa, a população de São Luís não vai aceitar esse aumento", afirmou o deputado Wellington.

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